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Pequenos negócios criam estratégias para enfrentar crise

A pandemia provocada pelo novo coronavírus, e a consequente necessidade de isolamento social para diminuir a sua disseminação, trouxe uma série de mudanças para o dia a dia dos brasileiros, que precisaram reduzir sua mobilidade e alterar uma série de hábitos em suas rotinas. Essa nova realidade tem gerado impactos não só no setor de saúde, mas também na economia, o que tem demandado dos empreendedores a necessidade de promover adaptações e mudanças em suas empresas, como forma de enfrentar a crise no mercado.

Um exemplo disso são os pequenos negócios, bastante afetados pelo novo cenário, que estão buscando alternativas para minimizar os impactos da crise e continuar atendendo as necessidades dos clientes. Proprietário de uma pizzaria em João Pessoa, José Miguel Sobrinho conta que as consequências trazidas pela pandemia surpreenderam o estabelecimento, que já vinha enfrentando algumas dificuldades. Contando com 14 colaboradores, a pizzaria está trabalhando apenas com o sistema de delivery, desde a semana passada, distribuindo os funcionários durante os turnos para se manter ativa.    

“Estamos fazendo uma campanha intensiva com os nossos clientes, através de ligação direta, redes sociais e outras formas para mantê-los comprando conosco”, explicou José Miguel, ao destacar que também está buscando incentivar a demanda por meio de promoções, descontos através de um sistema de fidelidade, dentre outras estratégias de relacionamento importantes para esse cenário.

Outra empreendedora paraibana que está investindo em novas estratégias para o seu negócio durante a crise é a médica Jaylla Melo, fundadora de uma empresa que oferece atendimento de saúde domiciliar. Com duas unidades, em João Pessoa e Campina Grande, a empresa conta com médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, que atendem os clientes em casa, facilitando o acesso da população aos profissionais da área de saúde, especialmente para quem tem dificuldade de buscar os serviços presencialmente.

De acordo com Jaylla, a pandemia do coronavírus fez crescer a demanda pelos serviços da empresa, que inaugurou a primeira unidade em 2017. “A empresa é completamente home office e as pessoas estão querendo atendimento domiciliar para evitar aglomerações nas unidades de saúde, principalmente de idosos”, relatou Jaylla.

Para lidar com esse momento, a empreendedora conta que também aumentou a presença digital do negócio, passando a produzir vídeos com conteúdos relacionados ao assunto. “As pessoas estão valorizando mais o atendimento domiciliar de profissionais de saúde e, com o isolamento, a presença digital aumentou. Todos estão comprando pela internet. Isso é bom para os modelos de negócios digitais”, acrescentou.

Proprietário de duas farmácias na cidade de Araruna, na região do Brejo, Rosivaldo Ferreira afirmou que também precisou alterar a dinâmica das unidades para se adequar ao novo cenário. Segundo ele, com a necessidade de restringir a entrada dos clientes, houve uma redução no consumo de suplementos e itens de perfumaria. Por outro lado, cresceu a demanda por produtos específicos para prevenção do vírus, como álcool em gel, vitaminas e equipamentos de proteção individual.

“Além de adotar o delivery, continuamos disponibilizando o atendimento presencial para os nossos clientes. Para isso, adotamos algumas medidas de segurança, como o uso de equipamentos de proteção, de álcool e toalhas descartáveis pelos funcionários, além de restrições ao acesso da farmácia, tudo isso visando a proteção dos clientes e colaboradores, para continuarmos servindo a população com segurança” explicou.

Ao comentar as estratégias adotadas pelos pequenos negócios, a gerente regional do Sebrae em Araruna, Heloísa Diniz, destacou que o momento é de reinvenção para as empresas, que precisam reconhecer a importância do atendimento em suas variadas formas.

“Os pequenos negócios passam a ver, de forma abrupta, que o relacionamento com o cliente faz toda a diferença nesse momento de transformação do mercado consumidor. Saber o que o ele precisa, através de uma atenção personalizada, passou a ser um requisito. Além disso, atender a demanda do cliente garantindo a sua segurança, o bem-estar e as suas necessidades tornou-se prioridade nesse momento em que a saúde pública e a saúde econômica estão intimamente ligadas e concomitantemente desalinhadas. Daí a emergência que as empresas precisam ter para se reinventarem e se readequarem a esse momento de disrupção, entregando valor aos seus clientes”, enfatizou.

 

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