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Crítica: ‘Aquarius’ é um filme sobre memória, para ser visto e revisto


08/11/2016

Sônia Braga em cena de 'Aquarius'

Sônia Braga em cena de ‘Aquarius’

Vamos começar do que seria o final do texto e bem rapidinho: ‘Aquarius’ é um filme imperdível e eu tenho até dó de você (se você ainda não foi vê-lo). Dito isso, desaceleremos e vamos com um pouco mais de calma…

 

O longa-metragem do pernambucano Kleber Mendonça Filho (que gerou aquele bafafá no Festival de Cannes após protesto contra o recente golpe político no Brasil) é um filme sobre memória. Memória histórica. Memória afetiva. Memória…

 

Em cena, Sônia Braga interpreta uma jornalista (Clara, a protagonista) que briga contra a opressão do mercado imobiliário. Mais especificamente, batalha para se manter moradora de um edifício à beira da demolição… O final da luta tem uma cena fantástica (digna de um silencioso ‘isso!!!’).

 

O elenco conta, ainda, com Maeve Jinkings e Irandhir Santos, além dos paraibanos Buda Lira, Daniel Porpino e Fernando Teixeira.  É um grande filme, mesmo que você assista de olhos fechados… A trilha sonora merece bastante atenção, colorindo as memórias do longa.

 

O filme de Kleber (o mesmo de ‘O som ao redor’) tem mais de duas horas de duração, mas não parece. Passa bem rápido.  Assim como em ‘O som ao redor’, o novo filme de Kleber discute diferenças sociais e opressão. A dualidade entre o novo e o velho. Também estão lá os segredos de cada um e as urbanidades.

 

‘Aquarius’ precisa ser visto e revisto. E visto novamente. É um filme encantador, onde Sônia Braga apresenta um talento inconteste. Lamentável que, por questões políticas, não tenha sido escolhido para representar o Brasil no Oscar. Já disse, mas não custa repetir: ‘Aquarius’ é imperdível.

 

Jãmarrí Nogueira

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