Rádio Tabajara

Concerto da Orquestra Jovem comemora lei que declara OSPB patrimônio histórico e cultural da PB

20 de Maio de 2019

O 2º concerto oficial da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, nesta quinta-feira (23), será comemorativo à lei que declara a Orquestra Sinfônica da Paraíba Patrimônio Histórico e Cultural do Estado. A Lei nº 11.330, de autoria da deputada estadual Cida Ramos, foi publicada na edição do último sábado,18 de maio, do Diário Oficial. A apresentação começa às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa, com regência do maestro Luiz Carlos Durier e a participação, como solistas, dos músicos Zácaro Feitosa e Marcel Marques. A entrada é gratuita.

O concerto comemorativo terá início com a execução da música “Danças Húngaras 5 e 6”, do compositor alemão Johannes Brahms (1833-1897), com orquestração de Albert Parlow. Em seguida, os solistas Zácaro Feitosa e Marcel Marques sobem ao palco para executar, junto à OSJPB, a “Suíte Monette para Trompete, Trombone e Orquestra (Ciranda, Balada, Valsa e Boi Bumbá)”, do arranjador musical, oboísta e maestro pernambucano Maestro Duda (1935).

Após o intervalo, serão executadas a “Abertura Karélia, Op. 10”, do compositor finlandês Jean Sibelius (1865-1957), e a “Rapsódia Irlandesa”, de autoria do irlandês Victor Herbert (1859-1924).

O maestro Luiz Carlos Durier comemorou a sanção da Lei 11.330 pelo governador João Azevêdo, publicada no Diário Oficial, que será tema do concerto desta semana. “Isso torna a Orquestra Sinfônica e seus corpos ativos com maior responsabilidade de prestar um serviço cultural, artístico, pedagógico, didático a toda a população paraibana e também dos estados circunvizinhos porque, afinal de contas, a Orquestra Sinfônica da Paraíba é uma grande referência em todo o Nordeste e no Brasil, pelo trabalho que desenvolve, buscando sempre a excelência nas suas apresentações. Excelência artística, cultural e de divulgação de autores, principalmente autores vivos, e o fato da gente estar sempre perto da música popular brasileira. Esse é um legado artístico importantíssimo para a Paraíba”.

Sobre o repertório do concerto, Durier destacou a importância das quatro obras que serão executadas. “Iniciaremos com as Danças Húngaras 5 e 6, de Brahms, num arranjo orquestral de Albert Parlow. Essas danças são originalmente escritas para piano, mas elas fizeram tanto sucesso que muitos autores fizeram orquestrações para que suas orquestras de diferentes tamanhos pudessem tocar. São obras realmente muito empolgantes”.

Segundo o maestro, nesse concerto não poderia faltar a música brasileira. “Estamos também prestando uma grande homenagem ao Maestro Duda, que nos fornece sempre material de excelente qualidade, com orquestrações maravilhosas da música popular brasileira, da música folclórica e da música étnica, da música da raiz nordestina”, ressaltou.

“Após o intervalo, tocaremos duas músicas bastante emblemáticas, porque são temáticas, falam da música étnica, representativa das suas regiões: a Kaléria, da Finlândia, de Sibelius, e a de Victor Herbert, que faz uma fantasia sobre música irlandesa. Então, todo o concerto tem como temática a música étnica das regiões de onde elas foram compostas. Música da Hungria, do Nordeste brasileiro, da Finlândia e da Irlanda. São homenagens que os compositores prestam as suas terras, as suas identidades e a sua cultura. Nada melhor do que essa coincidência favorável da sanção da lei, tornando a orquestra patrimônio histórico e cultural, com música representativa de regiões do mundo inteiro”.

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